quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ERGUIDA SOBRE A COVA ELA CONTEMPLA

Este poema foi escrito durante a aplicação de uma prova para seleção de professores para o Colégio de Aplicação. Dediquei-o a Simone de Souza Lima, que foi minha professora de Literatura e hoje é colega de trabalho e que na ocasião da feitura do poema, delicadamente fez um conto e o dedicou a mim. O soneto foi selecionado para compor o livro VERSOS SOPRADOS PELOS VENTOS DO OUTONO: textos selecionados no Primeiro Concurso de Poesias da Big Time Editora, plublicado em setembro de 2012.
Ei-lo:




ERGUIDA SOBRE A COVA ELA CONTEMPLA*


Erguida sobre a cova ela contempla
O caixão deitado do amante amado.
No peito feito ferro tem cravado
Seu amor recolhido, que a sustenta.

A lágrima que desce pela face
Dela é grossa, cortante, enegrecida.
Essa lágrima a toma combalida;
E ela grita sua dor sem que disfarce.

Viúva ficara, e sem um filho
Para ter do marido uma lembrança,
A mão no ventre busca uma esperança.

Vendo ela que ali filho não gera,
Desistente da vida se declara.
E pra unir-se ao marido, ela se mata.


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